sábado, 7 de novembro de 2009

40 para os homens, é o mesmo que 30 para mulheres?

Estava eu aqui, sozinho, pensando no que fazer, quando decidi me dedicar a um assunto 'novo' - A Guerra dos Sexos. Sim, eu sei o que você está pensando, 'é coisa velha pra cacete, e que novidade você pode trazer pra discussão?'.... nenhuma, mas vou inventar um monte de coisa .....

Pois bem, tive um treinamento em "Breakthtough Thinking" essa semana com o Kevin Carroll (http://www.kevincarroll.com/) e uma das técnicas que aprendi é chamada 'reverse it' - ou algo assim.

Decidi então aplicar o 'reverse' à Guerra dos Sexos, o que me levou a pensar no assunto como "Similaridades dos Sexos" e, sendo mais específico, me levou a decidir falar sobre a questão "Vou ficar solteiro(a) pra sempre?" (pergunta sobre a qual mulheres começam a pensar aos 15 anos de idade - e se desesperam aos 30, e quanto à qual os homens sempre se dizem imunes - mentira!).

Vamos então para a nossa estória ....

sábado, 24 de outubro de 2009

Gerentes e Meninos Malabaristas dos Semáforos

Acordei pensando nos meninos malabaristas dos semáforos. Não, não se preocupe pois não vou entrar em uma discussão antropo-sócio-político-econômica em relação a sociedades e seus marginalizados.

Pelo contrário, vou sim lembrar os cidadão que estariam na direção oposta do abismo social. Aqueles senhores engravatados, pinguins europeus no verão trópico-brasileiro. Os gerentes do mundo corporativo.

Mas o que têm (sou do tempo em que o verbo ter, presente do indicativo, terceira pessoa do plural, tinha acento circunflexo) eles a ver com a estória. Perguntaria você?

Tudo. Respondo yo!

Na verdade são a mesma coisa.

Como assim a mesma coisa? Re-me-perguntaria você (claro que essa mesóclise não existe, 'licença poética' explico yo.)

Simples. Há alguns anos os meninos malabaristas dos semáforos se apresentavam munidos de "duas" bolinhas de tênis. Lembra?

E, há alguns anos, daríamos aquela cópia mal sucedida de Euro - a moedinha de um Virtual - para o pobre menino malabarista dos semáforos. Afinal de contas, ele fazia algo além de simplesmente 'pedir', ele nos entretia (entretenimento é algo pessoal da pessoa. Eu, particularmente, me contento com pouco. Tanto que fico horas assistindo ao campeonato de 'curling' aqui na TV. Mesmo sem entender 80% do jogo e, sem falar na extrema ridiculez de um bando de marmanjo varrendo gelo ser chamado de esporte.)

domingo, 18 de outubro de 2009

Lista de presentes de grego para esse Natal

Todo Natal eu fico descabelado de tanto ficar me preocupando com o presente mais adequado para cada pessoa - mesmo sabendo que, independentemente do que eu escolher, o recipiente ficará insatisfeito. Sem falar nos presentes vagabundos que vou receber de volta - cuecas, gravata abóbora, CD de pagode, uma caixa de Liebfraumilch, e assim vai ...

Daí que esse ano decidi aproveitar o ensejo para escolher presentes que deixarão satisfeito somente a eu-migo-comigo-mesmo ...

Vejam um pedacinho da lista que estou preparando:

  • Uma caneta tinteiro - para meu primo canhoto
  • Aquele calendário Pirelli de mulher pelada - para o meu amigo gay da academia
  • Um vale de $100 da Copenhagen - para o meu vizinho diabético
  • Uma excursão de três dias para Aparecida do Norte - para o meu irmão ateu
  • Uma bateria completa - para o filho do meu chefe
  • Um Top de ginástica - para minha colega de trabalho gorda (esse é para me vingar do pessoal da academia do trampo)
  • Um DVD do "Black Hawk Down" - pro meu cunhado da PM carioca
  • Um casal de gatos - para a minha sogra (que, coincidentemente, é asmática)
  • Um livro de estereogramas* - para uma amiga que perdeu um olho caçando cobra (tomou uma cabeçada no olho. Coisa triste de se ver.)
  • E, finalmente, um Wii com Guitar Hero - para o meu amigo tetraplégico
Só espero que não esqueçam de fazer amigo secreto - outra invenção do capeta - esse ano. Afinal, não posso esperar para ganhar o último livro da coleção do "Twilight".

Quando eu completar a lista eu faço uma atualização aqui. Se você tiver uma idéia, será bemvinda ...


* Aquelas imagens que ficam em 3D quando você cruza os olhos

domingo, 11 de outubro de 2009

Questão de gosto ...

Eu gosto de asinha de frango, e você? É claro que gosta! Afinal de contas quem não gosta de asinha de frango, certo? Deixe-me contar então um causo que me aconteceu lá pelos idos de 1993, numa cidadezinha do interiorzão bão desse São Paulo sem porteira.....

O ano é 1993, o World Trade Center sofria um atentado a bomba, a Intel embarca os primeiros chips do Pentium, nasce a World Wide Web no CERN, acontece a chacina da Candelária, a Microsoft lança o Ruindows 3.11, morre Ferruccio Lamborghini ... mas tudo isso é irrelevante (fora que é tudo coisa do Tinhoso), o mais importante é que nesse ano eu entrava na vida adulta de facto! Entrava eu na faculdade e passava a morar fora de casa.

Com a graça do bom jeito brasileiro preguiçoso, e a má qualidade do ensino público médio, esse que vos escreve não teve a competência para passar na USP e acabou indo para a UNESP de São José do Rio Preto, carinhosamente conhecida por todos como IBILCE* (ou IBIRCE, BIRCE e afins). Depois de poucos meses passei a agradecer a todo instante por não ter passado na USP. Se lá eu tivesse passado, iria ter que estudar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Não se preocupe, laceia ...

Pois é, estava eu lá no shopping, em uma loja de roupas masculinas a experimentar uma calça. Olhava de um lado, puxava a barriga pro outro, dava aquela estufada no peito - afinal de contas, estava eu em frente a um espelho, tinha que ficar gatinho. Mais uma olhada na bunda - aquela em que você empina o cóccix e gira o pescoção pra trás (sei que vou ouvir um monte por causa disso. Mas aposto que TODOS fazem a mesma coisa) e veredito fechado, "Não vai dar não, está um pouco apertada, e é mais fácil eu engordar do que emagrecer!".

Ao que me responder o vendedor, "Não se preocupe Alexandre, esse tecido laceia com o uso. Vai ficar perfeita a calça."

E é aí que o bicho pega e eu começo a ficar puto.

Você já percebeu que quando você está comprando roupa os vendedores sempre vão te dizer o que você quer escutar sobre a peça em que está interessado?

domingo, 4 de outubro de 2009

Pelos, para que tê-los?

Acabei de achar os filhotes da sobranchelha do Elias Gleiser. Até aí tudo bem, não fosse o fato de eu os ter achado no espelho do banheiro aqui de casa!

Particularmente, eu acho que passar a ter as sobrancelhas do Elias Gleiser não seria motivo de reclamação. SE esse fosse o ÚNICO problema. Mas a sacanagem começa quando eu olho uns dez centímetros mais para cima...

Há alguns possuía eu o contorno completo do cabelo, hoje possuo uma bela careca motel (aquela que tem entrada, saída, e no meio tá foda!).

O processo de queda me surpreendeu, pois estava eu já cantando vitória por ter passado dos 25 anos de idade sem nenhuma queda capilar aparente. Todas as 'estatísticas' diziam que se era pra ficar careca, assim ficaríamos até os 25 anos. Diziam que passada essa idade limítrofe, os riscos de eu me tornar um ponto de referência - "Logo alí, do lado do careca narigudo!" - eram baixíssimos. Estatística de merda! Caíram-me os cabelos ....

sábado, 26 de setembro de 2009

Vamos vomitar?

Sabadão de sol, é verão em São José do Rio Preto, o que significa algo em torno dos 42 graus Celsius e que se o gás acabar, é só levar a comida pra esquentar no asfalto. Um dos republicanos identifica uma panela de feijão que foi esquecida em cima do fogão desde ontem.

"Caraca, esquecemos de guardar o feijão na geladeira ontem!"
"Esquenta não, já deve ter estragado mesmo. Deixa que a Dona Onofra joga ele fora na segunda."

Não, não foi um erro de digitação, a nossa empregada da república era mesmo a Dona Onofra.  Devo esclarecer que ela não limpava a casa direito, não passava roupa direito, não fazia comida direito, não lavava a louça direito e, em um resumo simples, não fazia nenhuma outra coisa direito. Maaaas, ela fazia tudo isso para nós, os republicanos, e só isso já é mais do que motivo suficiente para mantermos a Dona Onofra como a empregada oficial da república.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Achados e perdidos, ou perdidos e achados? O final da história ....

Queridos leitores! (sim, escrevo leitores no masculino, não por machismo ou algo assim, apenas porque se trata do plural para gêneros múltiplos oficial da língua portuguesa.)

Pois é, a crônica que postei aqui anteriormente sobre malas extraviadas é a mais completa verdade e aconteceu mesmo comigo em julho (texto original).

E, infelizmente, tenho um final para a história. Que foi arquitetado por aquele senhor que voltou das férias no Caribe antes da hora.

Como eu previ (só consigo prever coisa ruim, e sempre que ganho algo como sorteio, é sorteio do tipo "quem vai chutar a bunda do leão" ou "quem vai levar a sopa pra bisavó e ajudá-la a tomar banho") as ANTAS acharam minha mala e perderam ela de novo.

Como pode? Perder a mesma mala duas vezes? Acho que há um departamento oficial de 'como fazer merda com o sistema de bagagem', e, infelizmente, é o departamento mais eficiente da empresa.

Obviamente eu recebi uma indenização pela mala, 800 Libras Esterlinas, ou, em uma moeda mais fácil de entender: METADE do que valia o conteúdo da mala. Mas meu problema maior não é a grana, e sim, o meu contrabando de remédios do Brasil .... tudo perdido .... e vai tentar comprar medicamento sem receita aqui, nem a pau!

Ou seja, vou virar fã da fitoterapia..... ou não!

Abraços

domingo, 20 de setembro de 2009

171

Dezesseis horas, décimo terceiro dia do mês de agosto, uma sexta-feira, do ano do Senhor de 2009, todos no fórum, Seo Clemente a vítima e Zezão do Bonde o meliante. Sem citar, é claro, todo o entourage de cada um dos dois.

Anuncia então o meirinho que o Excelentíssimo Senhor Juíz de Direito Senhor Evisvaldo Saldanha adentra o recinto. "Todos de pé.". Ao que todos de pé se postam.

Costumeiro blá blá blá jurídico ........ 20 minutos depois ......

"Então Senhor Clemente, o senhor processa o réu por estelionato, correto?" pergunta o juiz (como se ele não já soubesse a resposta dessa e das próximas perguntas que ele fará).
"Sim, Vossa Excelência, esse fí-duma-égua.."

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O pior desperdício

Estávamos lá, um grupo de amigos, tomando nossas cervejas sagradas da sexta-feira e discutindo assuntos de extrema relevância para a sociedade contemporânea (como a crise financeira e seus impactos no preço das cervejas sagradas da sexta-feira, ou sobre a crise na fórmula 1 e seus impactos nas motivações para tomarmos nossas cervejas sagradas do domingo) quando nos deparamos com um assunto que parece, a princípio, apenas mais uma desculpa para alongarmos o papo e a fila de cervejas vazias ao lado da mesa (afinal de contas, queremos bater nosso recorde anterior de maior fila de cervejas vazias ao lado da mesa). Mas o que não sabíamos é que esse assunto iria nos tomar mais de uma hora e que seria elevado a um patamar de discussão filosófica, com reais implicações para os presentes.